quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Batalhão 179 - capítulo 4

Batalhão 179

Capítulo 4



Tom’s POV

Os meses que se seguiram foram os mais trágicos de toda minha vida. Se eu achava que aqui seria um inferno, agora eu tinha a plena certeza disso. As aulas são um porre, os professores são piores ainda. Você não pode dar um “piu” que quase apanha na frente da sala inteira. E rir então? Só falta ter que ajoelhar no milho e no sol. Já as aulas práticas são melhores e piores ao mesmo tempo. Melhores porque aprender a mexer com armas e tanques de guerra é muito massa, meu! Essa parte estou adorando, é meio tenso, já que pegam muito no seu pé, mas está sendo realmente ótimo. Agora, pior porque nós somos torturados, literalmente.

Temos que fazer exercícios físicos no sol forte o dia inteiro, temos que nadar de manhã, bem cedo e naquele frio, numa piscina olímpica com água gelada e ainda é bem comum levar “punições” de 600 flexões e coisas do tipo. A única vantagem mesmo é que eu to saradão, nossa. Nem em 4 anos de academia eu acho q ficaria tão gostoso assim, sem querer me gabar. Ah e lembrando que se você respondeu a um superior seu com uma resposta diferente de “Sim, senhor” e “Não, senhor”, você terá sérios problemas. Eu e minha boca grande que o diga, já estou até fazendo uma coleção de marcas nas minhas costas.

Mas o mais estranho de tudo isso, é sem dúvida o comportamento de Bill. Nos dois primeiros meses, nós parecíamos Tom e Jerry. Todo dia eu batia de frente com ele e acabava me fudendo – sendo castigado, lógico – e só parei no dia em que eu levei dele uma surra feia. Mano, foi muito vergonhoso. Bill torceu tanto meus braços que eu achei que ele iria quebrar os dois de uma só vez. E como essa foi uma das piores experiências de toda minha vida, nem vou dar detalhes aqui, porém a questão é que eu mudei muito minha opinião sobre ele depois daquele trágico (pelo menos pra mim) acontecimento.

Realmente, ele não era fraco mesmo e merecia muito ser general, mas como eu nem sou um cara chato, acabou que o apelido de “general bicha” acabou ficando. HAHAHA Gente, mas sério. O cara parece muito ser gay, não é possível. Ainda mais aqui nessa porra dos infernos, que só tem mulher feia! É i-m-p-r-s-s-i-o-n-a-n-t-e. Nem na pior das piores secas o Tom Júnior subiria com uma delas. O estado está mesmo deplorável... e que saudade que sinto da minha vida antiga...

Voltando ao assunto anterior, depois desse período, o comportamento de Bill ficou ainda mais confuso para mim. E o que mais mudou nele foi, sem sombra de dúvidas, o olhar. Havia ali um brilho diferente que eu não conseguia identificar o que era e eu tenho certeza que não era mais aquele olhar sádico ou irônico. Era algo mais profundo que aquilo e quando eu me dava conta do que estava fazendo, me pegava encarando aqueles olhos chocolates. Outro detalhe crucial: eu tenho CERTEZA que ele rebola quando passa por mim. E mais uma vez lá estava eu secando aquele corpo que eu tanto zombava, exercendo sobre mim uma estranha fascinação. Ou eu estou de abstinência ou eu realmente estou doido, MEU, EU NÃO SOU GAY!

Ah MEU DEUS, ERA SÓ O QUE ME FALTAVA. ADMIRAR UMA BICHA! TÔ ENTRANDO EM PARAFUSO! AAAAAAHHH. Calma, Tom, calma. É a pressão e tortura do exército, sim é isso que está me afetando. Sério mesmo gente, isso aqui está sendo barra. É muita pressão física e psicologicamente e agora estou aqui, entrando num choque existencial típico de adolescente me preparando para jogar “Verdade ou Conseqüência” com Gustav e Georg em plena sexta-feira a noite (é, é o fim da picada MESMO ¬¬). Estávamos sentados no chão – entre as camas – formando um pequeno círculo.

-Ok, ponta pergunta, cabo– girei a caneta – isso mesmo a caneta, nem garrafa a gente tinha – e Georg é que me pergunta.

-Beleza, Tom, verdade ou conseqüência?

-Humm... verdade. - um sorriso muito perverso se abriu no rosto de Georg e já eu comecei a me arrepender

-É verdade que você se sente atraído pelo Bill?

-O QUÊ? – Georg sorriu ainda mais – Claro que não!

-Sério, é? Você sabe que quem mente paga a língua!

-Eu estou falando a verdade! – tá bom, não é de tudo verdade. Eu já disse que to em crise de existência, ok? Dá um desconto, poxa. Mas isso deixamos em off.

-Se você diz... – Georg girou e agora eu que perguntaria para ele.

-Poxa, isso é roubalheira! Não vou jogar não, é? – Gustav parecia mesmo indignado, mas logo desfez a careta e começou a rir.

-Relaxa, Gustav, logo é você. Então Gezão, verdade ou conseqüência?

-Verdade.

-Hummm, deixe-me pensar... – cara, eu ando ouvindo uns barulhos meio estranhos à noite, sem contar que esses dois andam meio diferentes também – Você está afim de alguém? Se sim, de quem? – Georg ficou mais vermelho que uma pimenta. HAHA Acertei em cheio.

-Er...bom, sim. Eu... eu...

-Você...? – eu o incentivei a dizer e agora quem estava corado era Gustav.

-Eu sou afim do Gustav. – Georg abaixou a cabeça, envergonhado. – Espero que não seja homofóbico. – emendou rapidamente.

-Ah, Gezão, relaxa. Eu não sou homofóbico. Eu só fico zoando o Bill porque eu realmente gosto de encher o saco, mas respeito a opção de vocês.

-De vocês? – Georg olhou-me num misto de confusão e alívio.

-É, de vocês dois. Acham que eu não ouvi aqueles barulhos nessas últimas noites? HAHA

-Nossa, que vergonha – Gustav estava tão vermelho que chegava a ser engraçado. Georg então estava ainda pior e eu acabei caindo na gargalhada.

-Seguinte, pra mim está tudo de boa, desde que eu tenha minhas noites bem dormidas! HAHAHAHAHA

-Claro, claro – Gezão ainda estava muito constrangido. Mas quem mandou dar uns pegas no companheiro de quarto a noite? HAHAHA acho que às vezes o povo pensa que sou lerdo ¬¬ - Tá, então gira essa caneta.

Girei a caneta e agora era Gustav quem perguntava para o Georg.

-Verdade ou Conseqüência?

-Conseqüência. – Gustav sorriu perverso. Ihh certeza que vai dar merda.

-Vai ter que dançar creu! HAHAHAHAHAHAHA

-CREDOOO, GUSTAV, NÃO QUERO NEM VER – tampei meus olhos, fazendo a maior cena, mas como eu nem sou curioso, dei uma espiadinha por entre os dedos. PRA QUÊ, MEU SENHOR? Foi a cena mais horrível que eu já vi em toda minha vida. Os cabelos de Georg balançavam no mesmo ritmo em que ele fazia os movimentos de “vai e vem” com a maior cara safada enquanto Gustav quase babava. – EU MEREÇO, SENHOR. QUE CENA MAIS HORRÍVEL!

-Quem mandou você me olhar dançar! HAHAHAHA

-Pois é, certeza que se fosse o General você até filmava!

-Claro que não! Vocês estão inventando coisas!

-Ah, qual é, Tom. A gente já te viu secando a bunda dele várias vezes. Sem contar que muitas noites, você chamava o nome dele claramente.

-Sério, Georg? – agora quem estava envergonhado era eu. Como é que aquela bicha invadia até meus sonhos? Sorte a minha não lembrar de nada. Ou... seria azar? Cala a boca, consciência idiota!

-Tô te falando, meu.

-É verdade, daqui a pouco você está gemendo “Bill, vem Bill, vem!” HAHAHAHAHAHAHA

-Ah, cala boca gordinho que você não tem nada que falar de gemer! - Gustav parou de rir na hora.

-Toma, seu besta! HAHAHAHAHAH – e o Georg só ria, aquele debochado. Bom, depois disso, no nosso joguinho não teve nada de mais interessante.

Depois disso, meu final de semana começou bem tedioso. Sábado de manhã, quem quisesse até podia ir ver a família, mas como eu tinha visto meus pais semana passada, nem animei ir, ou seja, o quartel estava vazio. E falando nos meus pais, aqueles dois filhos da mãe estavam mais radiantes do que nunca. Mais uma vez eu repito: pimenta nos olhos dos outros é refresco, então eles estão achando ótimo minha tortura diária. É, muito amorosos eles ¬¬ Enfim, já era hora do almoço e eu estava sozinho, já que Georg e Gustav foram ver suas famílias.

O refeitório estava às moscas. Tinha só um grupinho de dez soldados, eu e... Bill. Nossa, que estranho. Achei que quem ocupava os postos mais altos nem precisava ficar nessa joça e ele ainda está sozinho numa mesa bem no canto. Será que eu vou lá? O coitado está sozinho, não vai ser tão ruim assim. Levantei-me e caminhei em sua direção, segurando minha bandeja.

-Com licença, senhor. Será que eu poderia me sentar aqui? – Bill parecia perdido em pensamentos e levantou a cabeça realmente surpreso com minha presença.

-Claro, senhor Trümper. – coloquei minha bandeja em cima da mesa e sentei-me à sua frente.

-Então... se o senhor me permite perguntar, por que está aqui? Afinal hoje é sábado. – Bill me olhou sério e por um minuto me arrependi de ter aberto a boca.

-É porque eu não tenho quem visitar. Meu pai foi assassinado e minha mãe ficou tão deprimida que se matou também.

-Nossa, eu sinto muito mesmo. Imagino o quanto o senhor deve ter sofrido... – eu realmente me sensibilizei com a história dele. Bill é tão jovem, deve ser por isso que é todo diferente.

-Sim, não foi e não é fácil.

-Bom, então só quero que saiba que se precisar de alguém, de um ombro ou mesmo de um cara chato pra te distrair, conte sempre comigo. – Bill sorriu agradecido e eu sorri de volta. Essa era a primeira vez que tínhamos uma conversa sem qualquer tipo de agressão.

-Muito obrigado, soldado. Mas e você, por que não foi visitar seus pais?

-AH... eu falei com eles semana passada e como não temos uma relação assim, muito... boa, achei melhor ficar aqui. Pelo menos tenho um tempo pra pensar na vida.

-Hum... entendo. – voltamos a comer e ficamos em silêncio por alguns minutos. Bill foi o primeiro a quebrar o silêncio. – Então, Trümper, gostando de fazer parte do Exército alemão?

-Tom.

-O quê?

-Me chama de Tom. Eu sei que o senhor é o general e coisa e tal, mas me dá uma impressão de frieza. Pode me chamar de Tom se quiser. – me embolei todo nas palavras e um sorriso torto apareceu em seus lábios. Merda. Ele deve achar que sou um retardado. Bom, mais ainda... Cala a boca, Tom!

-Certo, Tom. Gostando daqui?

-Ah, até que sim. É pesado, no entanto me ajudou a crescer e a amadurecer bastante. – Bill riu sinceramente dessa vez. De novo, ele me surpreendeu.

-É, eu percebi. Acho que você tinha prazer em desacatar minhas ordens.

-Ah, senhor, era engraçado te ver bravo. Era a única coisa mais “divertida” aqui no exército. – general arqueou uma sobrancelha.

-Sério que você acha isso, Tom?

-Sim, senhor general – merda! Senti minhas bochechas esquentarem. Devo estar vermelho agora. Argh merda. Justo quando eu tinha que passar uma boa impressão eu falo o que não devia! ¬¬

-Hum... olha Tom, pode me chamar de Bill, se você quiser. – ele sorriu. Uau, o verdadeiro general mostrando que é um cara legal? Isso sim é surpresa. – Mas só quando estivermos sozinhos, senão eu posso levar uma bela de uma bronca e ainda deixar outros soldados mal acostumados.

-Ok, então...Bill. Mas por que está me dando essa moral? – agora eu realmente fiquei curioso. Pensei que ele me odiasse.

-Bom... acho que mesmo nós tendo nossas brigas, pude perceber que você é uma boa pessoa, Tom. A primeira pessoa em cinco anos que me oferece um ombro, sendo sincera em todos os seus sentimentos. Por isso eu te agradeço, foi um gesto muito importante para mim e tenha certeza que não irei me esquecer disso.

-Nossa, sério? Eu sei que a gente brigava e tal, mas ninguém merece sofrer sozinho, ainda mais uma dor dessas. Fico muito feliz em saber que posso te ajudar de alguma forma e que você aprecie esse gesto. Esse era um Bill que eu não esperava conhecer. – agora ele riu abertamente.

-Então você imaginava como eu era, é? HAHA E como eu era para você, assim em personalidade?

-Ah, eu pensava que você era um cara frio, arrogante, idiota e que era reprimido. – a cada palavra eu corava ainda mais. Nossa, eu posso apanhar se ele se estressar com isso – Mas agora percebo que você é um cara bacana, só com um passado triste e sangrento que deixou marcas.

-Nossa, não imaginei que pensavam tão mal de mim assim, mas bom saber que você mudou o seu conceito, Tom, porque eu também mudei o meu.

-Sobre quem?

-Sobre você, oras.

-Ah é? E o senhor me via como?

-Como um moleque mimado, irritante, chato e sem respeito.

-Então... eu era assim mesmo, mas mudei. – seus olhos pareceram brilhar e mais uma vez ele sorriu, deixando a mostra todos os seus dentinhos brancos. Acabei sorrindo também.

-Aham. Nossa, está chegando meu aniversário.

-É? O meu também. Que dia você faz?

-Faço dia primeiro de setembro. Semana que vem.

-Puxa, eu também! Mas eu faço 19 anos e você faz 24 não é?

-Sim... vai sair para comemorar?

-Não sei... você vai?

-Não. – suas feições tornaram-se tristes e eu fiquei com muita pena dele. Eu reclamo dos meus pais, porém viver sem eles deve ser um milhão de vezes pior. Bill olhou para o relógio e fez uma careta engraçada – Bom, foi legal conversar com você, Tom. Agora tenho que ir fazer alguns relatórios.

-Ok. Então... amigos? – sorri e estendi minha mão.

-Amigos. – Bill sorriu de volta e apertou-a, levantando-se logo em seguida.

-Ah! Bill? – ele já estava um pouco longe e se virou.

-Sim?

-Bom trabalho. – ele sorriu.

-Obrigado.

Assim que se retirou, terminei de almoçar e voltei para o meu quarto. Peguei meu celular e disquei um número já bem conhecido.

-Alô? Sophie? É o Tom, tá jóia? Também, obrigado. Então, Sô, preciso de um favor seu. Será que você podia pedir pra o motorista dos meus pais me trazer meu carro? Uhum. Obrigado.

Quando peguei meu carro, uma ideia muito louca surgiu na minha cabeça. Hoje eu compraria um presente para Bill. O bom de ser rico é justamente não ter que se preocupar com o valor dos presentes. Acabei decidindo ia ao shopping, lá sempre tem coisa interessante. Andei, andei e acabei comprando uma sombra preta da MAC, uma jaqueta de couro e uma munhequeira também de couro com umas tachas. Depois, comprei uma caixa grande de presente, dobrei e coloquei primeiro a jaqueta, depois a munhequeira e por fim a sombra. Espero que Bill goste.

A semana passou rápido e sábado chegou logo. Era apenas oito horas da manhã e eu já estava na porta de seu quarto – que por ter um alto posto, vivia sozinho. Putaquepariu, to nervoso! E se ele não quiser me ver? Ah, calma Tom, calma. Abaixei-me e coloquei a caixa no chão, não queria que ele a visse de primeira, então bati na porta e esperei nervoso. Rá, olha que irônico: o número do dormitório dele é 69. Depois eu que sou chato em zoá-lo de gay...

-Tom! Oi! – Bill me recebeu sorridente – Entra.

-Oi, Bill. Com licença. Uau, como aqui é grande – o quarto era grande, todo pintado de verde erva-doce. Havia uma cama de casal king Box no centro, em baixo de uma janela e ao lado de uma cômoda. O guarda-roupa era só um pouco maior que o nosso, havia também um banheiro, tudo muito organizado, com alguns pôsteres nas paredes.

-Pois é, algumas vantagens de ser general. Vem, senta aqui na cama. – fiz o que ele me pediu – Então... – ele SURPREENDENTEMENTE me ABRAÇOU e sussurrou no meu ouvido: - Feliz aniversário. – retribuí o abraço, sentindo como seu corpo, apesar de magro, era definido e um tanto musculoso.

-Feliz aniversário também, Bill. Ah! Peraí que eu tenho uma coisa para você – me soltei de seus braços e me levantei, indo em direção à porta, pegando logo em seguida a caixinha.

-Ah Tom, não precisava! – Bill parecia realmente emocionado.

-Claro que precisava. Aqui, para você. Espero que goste. – entrei a caixa em seus braços. Ele sentou-se novamente e quando abriu meu presente, sua boca fez um ‘o’ certinho, logo sendo tampada por uma de suas mãos.

-Nossa, Tom! Muito obrigado mesmo! Você deve ter gastado uma fortuna com isso! E três presentes? Meu Deus, eu nem estou acreditando. – ele primeiro tirou a sombra, depois a munhequeira e por fim a jaqueta. Quando ele a olhou mais de perto, seus olhos chegaram a marejar.

-Por nada. Achei que você merecia, afinal, é seu aniversário.

-MUITO OBRIGADO MESMO, Tom!

-Por nada. Pensei que você fosse gostar.

-Gostar? Eu AMEI!

-Ah. Que bom. – sorri. Ele se levantou e me abraçou forte e novamente eu retribuí. Mesmo sendo um pouquinho mais alto que eu, senti suas lágrimas molharem meu ombro. – Hei, hei, não chora.

-É...humf...que há muito tempo... humf.... eu não ganho nada... snif... ainda mais um presente desses. Obrigado mesmo, Tom. De coração. – eu sorri e limpei uma lágrima que teimava em sair de seu olho.

-Por nada, Bill.

-Mas eu também tenho uma coisa para você.

-Jura? – uau, ele comprou algo para mim. Realmente não esperava por isso.

-Aham. – Bill foi até seu guarda-roupa e remexeu em algo lá dentro. – Aqui, espero que goste. – ele entregou-me uma caixinha. Quando abri, retirei de lá um belo medalhão de ouro (ou pelo menos era o que parecia), todo trabalhado em arabescos. Não fazia exatamente meu estilo, mas já valeu pela consideração. – Nossa, muito lindo, Bill. Obrigado mesmo. Adorei.

-Por nada. Mas você viu que ele abre?

-Não. Abre?

-Sim, abre. Olhe só – ele abriu o medalhão e nele tinha um espaço vazio. – Aqui é para você por a foto de alguém especial.

-Nossa, obrigado mesmo. – ele sorriu meigo.

-Por nada.

-Mas... me diz, você vai mesmo ficar aqui hoje?

-Vou sim, por quê?

-Bom... Eu estava pensando se você não queria jantar comigo hoje. Sabe, pra comemorar. – Bill corou levemente.

-Ah, claro. Você passa aqui às oito então?

-Ok, às oito.

-E nós vamos aonde?

-Surpresa. É um restaurante que eu gosto muito.

-Então tá. – ele sorriu torto – Até as oito?

-Até as oito – sorri de volta e saí de lá. Mal posso esperar pelo meu encontro...

2 comentários:

  1. Amo essa fic, pena o Nyah ter mudado as regras, mas fico feliz por ter postado aqui, não vejo a hora do capitulo novo,Bjo

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  2. Eu acompanhava essa fic no nyah, mas por algum motivo você sumiu amore. Então só fiquei desejando que você postasse logo porque é uma fic encantadora e deliciosa de se ler. Queroo mais posts *---* por favor, sim? Não estou conseguindo achar seguir o seu blog, mas marquei ele como favorito. Não deixe de postar ;)

    Beijo&beijos da Máh

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